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domingo, 29 de agosto de 2010

UM ANTÍDOTO CONTRA UMA PRAGA DENOMINADA "O CÓDIGO DA VINCI"



A primeira coisa que tenho a dizer sobre A CHAVE DE MICHELANGELO é que o livro se trata de um antídoto usado contra uma praga chamada O CÓDIO DA VINCI, embora as tramas sejam bem relativas. Enquanto Dan Brown segue um estilo mais ousado em desafiar o próprio cristianismo, S. U. Amorim possui um estilo mais conservador e respeitoso.
Para finalizar a comparação, preciso deixar bem claro que sem sombra de duvidas dou preferência à trama de Amorim, apesar de nunca ter lido O CÓDIGO DA VINCI, pois acho muito vulgar e supérfluo o tema apresentado por Brown.
Amorim é um autor que consegue descrever algo com uma riqueza de detalhes impressionante, e ainda consegue ao mesmo tempo impedir que seu livro caia em monotonia. Juro que me senti na história, na Inglaterra, no Cairo, no Vaticano, etc...

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APENAS LEIA O SEGUIMENTO CASO VOCÊ JÁ TENHA LIDO O LIVRO!

Os personagens parecem ser tão reais como a matéria que compõem as paginas do livro, fiquei tão apegado, que necessito dar ênfase a eles:

Mellina: É uma personagem encantadora, digna do cargo de protagonista. Muito religiosa e extremamente inteligente tem vital importância na trama, às vezes chega a ser irritante, mas todas as pessoas dotadas de muita inteligência por vezes irritam.

Douglas: Sendo um sargento norte-americano, eu sinceramente aguardava que ele tivesse mais ação na trama, ele ficou meio esquecido no decorrer da história, tendo como único triunfo desenterrar o livro de ouro na companhia de Jefrey. Os trechos românticos dele com Mellina foram muito bem escritos, juro que ficava tão encabulado quanto eles enquanto eu lia.

Lady Catherine: Ela é formidável, educada, rica e perspicaz, o tipo de idoso que desejamos encontrar em todos os livros que lemos. Adorei os trechos em que ela influenciava de forma discreta o relacionamento de Mellina com Douglas. Foi um personagem perfeitamente elaborado, uma maneira de explicar de que forma toda a aventura é financiada.

Jefrey: Esse personagem foi um desafio para mim, minha mente não conseguia de forma alguma imaginar um guarda-costas tão educado quanto ele. As atribuições físicas competiam contra as características do seu intimo... No principio da leitura, eu tinha que dar uma pausa para expulsar certa visão que vinha em minha mente, eu dizia a mim mesmo "ele não é um mordomo!", e em seguida prosseguia a leitura com sua imagem um pouco mais atlética predominando em minha mente. No final das contas, acabei me costumando e me apegando a ele, e vejo tal personagem como alguém que eu conheci na vida real.

Lucas Scalari: No princípio eu tinha certa aversão a ele, achava que se tratava de mais um policial semelhante aos do cinema norte-americano, que agem por impulso, que só fazem atirar e que são dependentes dos protagonistas para obterem sucesso. Eu estava completamente enganado a seu respeito! Muito inteligente e com certa noção religiosa, ele foi uma das maiores contribuições para o desenvolvimento da trama. No inicio do livro eu lia seus capítulos ansioso pelos capítulos do grupo de Mellina, antes do meio da leitura o quadro havia invertido. Em minha opinião é o segundo melhor personagem da trama! Apeguei-me tanto a ele que no fim fiquei indignado por ter sido Campbell quem pegou Jaina no colo, e quem disse "Você está salva, minha filha, você está salva!"... Acho que Lucas lutou tanto para resgatar a garota, que merecia tal privilégio.

Giuliano Colona: Eu tive certo receio em relação a ele, era quase evidente que ele tinha alguma ligação com os Filhos de Set, mas Amorim me fez desistir dessa idéia ao fazer Colona pedir aos policiais italianos que o ajudassem a resgatar a Lança do Destino, não sei explicar o motivo, mas passei a confiar nele. Surpreendi-me com o fato dele na realidade ser o próprio anticristo! Seu fim foi bem merecido!

Cardeal Sforza: Poxa vida! Eu jurava que ele seria um dos membros dos Filhos de Set! No final acabou sendo muito útil para os protagonistas. Realmente espero que ele seja o próximo papa! (rsrsrs)

Padre Campbel: Não que eu não gostasse dele, mas achei que ele teve muito destaque, acabou engolindo o espaço que em minha opinião deveria ter sido preenchido por Douglas.

Jaina (menina russa): Ela teve um papel primordial na história, mas por vezes fora esquecida, deixada de lado, gostei da idéia da vida de uma criança depender do desempenho dos protagonistas, torna tudo mais agonizante. Só acho que o autor deveria ter explorado mais ela. Fiquei apavorado no momento da morte de Giuliano, pois se o sangue real de Colona foi derramado, e Jaina sendo herdeira direta do rei Davi... Ela poderia abrigar Lúcifer! Mas graças a meu bom Deus, Amorim não desejou me matar do coração!

Paolo: Sem sombra de duvidas ele é o melhor personagem da trama. O tipo de parceiro que queremos para todo policial literário. Ele não tinha muito conhecimento sobre os assuntos, enquanto seu parceiro parecia ser o gênio do século, ao mesmo tempo que Paolo compreendia, compreendíamos com ele. Foi muito divertido desfrutar dos capítulos que continham Paolo, pois eu me apeguei tanto a ele que agora já estou ansioso para reencontrá-lo. Eu imaginava perfeitamente suas expressões faciais, toda vez que alguém revelava algo assustador... Era como se ele fosse a conexão entre eu e o livro. Em certos pontos eu me indignava com a pouca participação dele nos trechos decisivos, mas os últimos capítulos compensaram... Matar o anticristo com um único tiro não é para qualquer um não!

O livro é sim muito cativante, e prende o leitor. O único problema é que há história envolve muitas tramas distintas, que poderiam ser trabalhadas com mais precisão e separadas em livros diferentes, nos dando uma série magnífica.


Um tosco exemplo:


LIVRO 1: O LIVRO DE OURO / Que abordaria todo o principio da historia, incluiria o desvendar do enigma de Albert Raidech, narraria o encontro com o livro de ouro e a entrega dele para Giuliano Colona.

LIVRO 2: O FILHO DA LUZ / Onde o tema dos Filhos de Set e todas as conseqüências da seita seriam profundamente apresentado. Como as famílias poderosas interligadas, e todo o resto, até a morte de Giuliano Colona.
LIVRO 3: A ARVORE DA VIDA: / Onde seria narrada a expedição até a Antártida, e o encontro do éden e tudo mais. Mas de todos os livros, o que eu menos gostaria seria esse, pois não curti tanto essa parte da história, acho que eles deveriam ter destruído o mapa, e deixado o jardim no esquecimento. Não curti muito o anjo salvador não...

Tenho algumas perguntas, se alguém puder me responder, é só comentar!

- No primeiro capítulo, Jaina ver no teto de uma igreja uma representação geométrica em vermelho ligada á Harry Potter. Do que se trata?

- Giuliano Colona cita o roubo da Lança do Destino. Era só pra ganhar a confiança dos policiais italianos?

- O anjo deixou para Mellina uma desconhecida folha de arvore. E daí?

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Não quero que minha resenha seja vista como uma critica, pois só foi minha tola opinião.


+ Uma estrela pelo ótimo tema
+ Uma estrela por me levar a vários outros países
+ Uma estrela pelos ótimos personagens
+ Uma estrela por se tratar do melhor livro brasileiro que eu já li
- As vezes o livro confundia mais do que esclarecia.

LIVRO: MUITO BOM

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S. U. Amorim é esplendido, aguardo ansioso por mais livros de sua autoria. Principalmente se tal livro for protagonizado por Lucas e Paolo! *-------*

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